Murrelektronik: como reduzir cabeamento na automação
A proposta da Murrelektronik é justamente atacar esse problema com uma arquitetura descentralizada, levando os módulos de I/O para perto do processo e reduzindo drasticamente a quantidade de cabos que saem do painel. Em vez de “fio a fio” até o quadro, a instalação passa a trabalhar com backbone enxuto e conectividade M8/M12 no campo.
Em muitos projetos de automação, o cabeamento tradicional acaba se tornando um dos principais vilões do tempo de montagem, do diagnóstico e do comissionamento. Chicotes longos, muitas emendas e caixas de passagem cheias de bornes fazem qualquer intervenção demorar mais do que o necessário.
O resultado é um sistema mais organizado, com menos pontos de falha, montagem mais rápida e manutenção mais previsível ao longo da vida útil da máquina.
Sinais de excesso de cabeamento em máquinas e painéis
Um dos primeiros sinais de que há excesso de cabeamento é o painel “cheio de fio”, onde mal se enxerga o caminho entre I/O e bornes. Qualquer simples troca de sensor vira uma busca longa para descobrir em qual borne ele termina, aumentando o MTTR e a chance de erro na reconexão.
Outro indicativo claro é quando o time de campo relata que o comissionamento elétrico sempre atrasa o cronograma. Horas são gastas apenas conferindo continuidade, corrigindo inversões de fio e ajustando emendas em caixas de passagem espalhadas pela máquina, sem que isso agregue valor ao processo em si.
Também é comum perceber que os mesmos problemas se repetem: chicotes danificados, cabos rompidos em rotas desnecessariamente longas e dificuldade de remontar a máquina após transporte ou reforma, justamente porque a lógica de cabeamento não está clara.
Arquitetura descentralizada com Murrelektronik: módulos I/O no campo
Ao migrar para uma arquitetura descentralizada com Murrelektronik, a lógica muda: em vez de trazer todos os sinais até o painel, os módulos de I/O vão para o campo, próximos a sensores e atuadores. A comunicação entre esses módulos e o CLP passa a ser feita por um backbone enxuto, reduzindo a quantidade total de cabos e caixas de passagem.
Os módulos de campo, combinados com conectores M8/M12, permitem que a instalação seja feita por segmentos curtos e padronizados. Isso simplifica rotas, melhora a organização e facilita substituições futuras, já que cada trecho fica claramente definido. Boas práticas de EMC, torque de aperto e seleção correta de IP completam o conjunto para garantir robustez em ambiente industrial.
Em muitos projetos, essa abordagem permite reduções significativas no comprimento total de cabos e no tempo de montagem elétrica, além de tornar mais simples futuras expansões ou ajustes na máquina.
Como a Precimech usa Murrelektronik para enxugar montagem elétrica
Na prática, utilizar Murrelektronik com eficiência passa por um estudo da máquina ou linha: onde estão os grupos de sensores e atuadores, quais trechos concentram mais cabeamento e onde os módulos de campo podem ser posicionados para reduzir rotas. Esse mapeamento inicial orienta a definição da quantidade de módulos, tipos de I/O e conectores necessários.
A partir desse diagnóstico, é possível propor um layout enxuto, com backbone dimensionado, módulos distribuídos e lista de materiais compatível com o ambiente e com os requisitos de EMC, IP e manutenção. Em muitos casos, essa revisão leva a uma redução perceptível de pontos de falha, de tempo de comissionamento e de horas gastas em cabeamento.
Com suporte técnico da Precimech, a definição de módulos Murrelektronik, conectores e acessórios deixa de ser tentativa e erro. O cliente passa a contar com um parceiro que ajuda a desenhar a arquitetura elétrica, prever expansões e padronizar soluções, reduzindo custos de montagem e de parada ao longo de todo o ciclo de vida da instalação.
